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sábado, 29 de novembro de 2014

Sistemas de Governo


Desde o inicio da civilização, para um país ser totalmente independente ele deve optar pelo seu sistema de governo, até o século XVIII só existia um sistema de governo, a Monarquia, sistema em que um só chefe de estado governa o país até a sua morte chamados de Rei ou Rainha, ele detém poderes ilimitados, comandando toda a nação. Quando um Rei morre, o seu sucessor é escolhido hereditariamente, ou seja, passa o poder para a próxima geração, assim, uma única família governara para sempre aquele povo.

No mundo todo, restam apenas cinco monarquias absolutistas, que são Arábia Saudita, Brunei, Omã, Suazilândia e Vaticano. Muito porque, este tipo de sistema de governo é visto como um sistema totalmente ultrapassado, pois não é o povo quem escolhe o seu governante.
A partir do inicio do século XIX surgiram mais dois modos ou sistemas de governo que são o Presidencialismo e o Parlamentarismo.

O Parlamentarismo, embora tenha a figura do Rei, é totalmente diferente da Monarquia, pois nele quem comanda o país é o Primeiro Ministro ou Chanceler, que não é escolhido pelo povo, e sim por um parlamento, este sim escolhido pelo voto popular.

A figura do Rei neste tipo de sistema governamental é um cargo representativo, o Monarca não pode ter nenhuma ligação com o Chefe de estado nem declarar apoio á algum lado do parlamento, antes das leis serem aprovadas elas devem passar pelo parlamento para que este aprove ou não a mesma, é obrigatório que o parlamento sempre esteja equilibrado entre oposição e situação.

Este tipo de governo é adotado em diversos países do mundo, como em algumas das maiores potências da terra, como Reino Unido, Alemanha, Espanha entre outras, tornando este tipo de governo como o mais estável de todos.

Já o Presidencialismo, forma de governo adotada na maioria dos países do mundo, tem como chefe de Governo e Estado o Presidente da República, que é eleito diretamente pelo povo, além de conter a separação de poderes em Legislativo que faz as leis, Executivo que executa as leis e Judiciário, que fiscaliza o cumprimento das leis. Os três tem o mesmo grau de poder, sendo que tanto o Legislativo quanto o Judiciário podem derrubar o Presidente do poder.

Esta forma de governo está ligada diretamente com a democracia, pois é o povo quem escolhe seus representantes tanto no Executivo quanto no Legislativo, no Brasil, os políticos tem um mandato de quatro anos. Consequentemente, a cada 4 anos, o povo vai as urnas para escolher os seus representantes. Brasil, Estados Unidos e França, por exemplo, também tem como forma de governo o Presidencialismo.

                                                                                                      Thiago Tertuliano

Polêmica em debate, protestos, repúdio dos outros candidatos e estatísticas.

 Opinião dos presidenciáveis sobre o casamento homoafetivo e a criminalização da homofobia geram comoção entre a população.

Polêmica em debate

Como em toda eleição, os candidatos à presidência da república apresentaram opiniões divergentes em diversos aspectos. Um ponto que chamou bastante atenção e causou muita pôlemica durante os debates foi a questão da criminalização da homofobia e seus "reflexos" perante a sociedade.
No dia 28 de setembro, em debate realizado pela TV Record, quando a candidata Luciana Genro (PSOL) questionou Levy Fidelix (PRTB) sobre o porquê os partidos que se colocam em defesa a família ofereciam  resistência  ao casamento homo afetivo, o candidato fez declarações que foram consideradas homofóbicas e chocaram todo o Brasil.
"Tenho 62 anos, pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho, e digo mais, desculpe, mas aparelho excretor não reproduz.", disse Fidelix, o candidato continuou afirmando não ter medo de perder os votos da comunidade LGBT.  
O candidato do PRTB ainda insinuou que a maioria (héteros) deveria se impor contra a minoria (gays, lésbicas, bissexuais e trans) sem medo. Completou dizendo que se fosse eleito, não iria estimular o casamento, mas se já estivesse na lei não iria interferir.
O empasse entre os candidatos se estendeu durante a tréplica e tomou proporções que ultrapassaram o fim do debate.

Protestos

Em tempo real a essas declarações, através das redes sociais era possível ver a mobilização dos eleitores. Muitos chocados, outros saiam em defesa de tais declarações. Dentre eles, o cartunista Laerte Coutinho, que é transexual, publicou um desenho onde a cabeça de Fidelix é trocada por uma latrina disparando a frase " "Aparelho excretor não reproduz!". O tweet de Coutinho teve cerca de 1.733 retweets e 1012 curtidas. Também pela rede social Twitter, Silas Malafaia saiu em defesa de Fidelix "(..) Estão reclamando do que, é a verdade absoluta." endossou.
No dia seguinte ao debate (29/09), um grupo organizou pelo Facebook, um Beijaço LGBT, que ocorreu na terça - feira (30) na Avenida Paulista. Com o objetivo de protesto contra as declarações de Levy Fidelix, chamar atenção para a criminalização da homofobia e para o reconhecimento do casamento igualitário, cerca de 3 mil pessoas foram as ruas da Paulista.

Repúdio dos outros candidatos

Pouco tempo após o fim do debate, Eduardo Jorge (PV), usou a rede social Twitter para se opor à Fidelix. E afirmou, "(...) Hoje vocês viram o quanto é necessário uma legislação que criminalize a homo/lésbio/transfobia, equiparando-as aos crimes de racismo (crime hediondo segundo a legislação brasileira) né?"
Luciana Genro, candidata do PSOL, e o deputado Jean Wyllys também do PSOL entraram com uma representação no TSE, Luciana e Jean pedem para que Fidelix  "seja punido, nos termos da legislação eleitoral, por ter incitado o ódio e a violência contra a população LGBT em seu pronunciamento no debate".Marina Silva (PSB), Dilma Rouseff, candidata a reeleição pelo PT, Aécio Neves (PSDB) também expressaram suas opiniões contra as declarações de Levy Fidelix.

Estatisticas.

No Brasil um homossexual é morto a cada 28 horas e  milhares de pessoas diariamente são vítimas de preconceito  por causa de sua orientação sexual. O país lidera o ranking mundial de mortes envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, transexuais de acordo com a pesquisa feita pelo ILCA (International Lesbian and Gay Association).
Só no ano passado 312 gays, lésbicas e travestis foram assassinados no Brasil, há uma crescente alta nos índices de crime de ódio em relação à comunidade LGBT no país. Segundo dados de um relatório feito pela ONG International Transgender Europe, entre janeiro de 2008 e abril de 2013, 486 transexuais foram assassinados no Brasil. 

Tatiane Martins

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Brasil – País rico é país sem corrupção


O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida" - Bertolt Brecht

Se tem um ano que vai ficar marcado na memória de muitos brasileiros, com certeza esse ano será o de 2014. O Brasil foi sede do maior evento esportivo a “Copa do Mundo” em junho, se por um lado sabemos sediar eventos esportivos, batemos um bolão quando o assunto é a corrupção, mensalão e escândalos políticos desmascarados.
Mas no início de 2005, em entrevista ao Jornal Folha de SP, o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) que era acusado de envolvimento em processos de licitações fraudulentas, praticada por funcionários dos “Correios” e antes que fosse instaurado uma CPI o deputado resolveu abrir a boca e escancarar o esquema. O mensalão é conhecido pelo esquema de compra de votos de parlamentares, deflagrado no primeiro mandato do governo Lula. Sempre existiram rumores da compra de voto por parte dos deputados, mas nada fora comprovado.
Segundo Jefferson, deputados da base aliada do PT recebiam uma “mesada” de R$30 mil para votarem segundo orientações do governo. Um grupo era responsável pela compra dos votos e também por suborno por meio de cargos políticos em empresas públicas. No final de 2012 o STF começou a julgar os 38 réus do mensalão, considerado um dos maiores escândalos de corrupção política brasileira.
Mas quando achamos que estamos chegando ao fim de um caso de corrupção, eis que surge o “Petrolão”, ‘mensalão da Petrobras’. A rede de corrupção na estatal era ampla, os desvios envolveriam desde o funcionário do terceiro escalão até pesos pesados da cúpula da empresa, durante a gestão de Paulo Roberto Costa na diretoria de abastecimento. Alvo da Operação Lava Jato, Costa resolveu abrir o bico porque estava desesperado com a possibilidade de ser condenado a mais de 30 anos de prisão.
No entanto, a questão da corrupção no Brasil é muito mais profunda. Acredito que apenas uma pequena parte dos casos seja descoberta e venha a público. Imagino que grande parcela fique escondida nas entranhas públicas. Temos a corrupção política, a corrupção de servidores e de cidadãos desonestos. A corrupção sempre tem dois lados, um corrompendo e outro sendo corrompido. E posso acrescentar mais um lado: O povo brasileiro que acaba pagando o pato.
É nítido que a máquina pública está comprometida. Desde criança escutamos falar sobre a tal da corrupção, agora vemos, todo dia, ao vivo e a cores na TV.

Mas porque o Brasil não consegue se livrar da corrupção? Passam-se os anos e uma coisa não muda: estamos entre os países mais corruptos do mundo.

Eu quero votar

Chegou o dia, 5 de outubro de 2014, 1º turno das eleições presidenciais, hora de escolher deputados, senadores, governadores e presidente. Eu que sempre fiz questão de votar, mesmo quando não era obrigatório, esse ano teria uma dificuldade, eu vou trabalhar no dia das eleições, e irei chegar em cima da hora. Será que irei conseguir ? Eu quero votar, não quero ter que justificar voto.

Bom, moro em Cubatão/SP, local onde voto, porém trabalho em São Bernardo do Campo/SP. Acordei como de costume às 4h30, para pegar o fretado às 5h20 e chegar ao trabalho 6h30, para 8 horas de trabalho, normalmente retorno a minha cidade por volta de 16, 16h20, tendo assim pouco mais de 40 minutos para chegar a escola e realizar minha votação.

Lembro-me que em 2010, nas últimas eleições presidenciais, também estava em dificuldades, tinha acabado de passar por uma cirurgia no pé, estava andando com a ajuda de muletas, sentindo muita dor, mesmo assim quis votar, exercer minha cidadania, o que pra mim é essencial.

Voltando a minha corrida contra o tempo, tudo parece estar a meu favor, na volta pra casa, rodovias tranquilas, sem trânsito, alguns atalhos que diminuíram um pouco o percurso. Cheguei em Cubatão às 15h50, não voto perto de onde moro, mas sim perto da casa da minha vó, por sinal todos os meus familiares votam ali perto. Andei umas 3 ou 4 quadras até a casa da minha vó, tomei um banho rápido, troquei de roupa e parti para uma rápida caminhada de aproximadamente uns 10 minutos até o local de votação, chegando lá, tudo perfeito, minha seção vazia, às moscas, como sempre, sem filas, simplesmente cheguei, me dirigi à sala, e votei, tudo muito rápido, olho no relógio, 16h36, faltando somente 24 minutos para o encerramento do 1º turno, foi uma corrida e tanto, onde ocorreu tudo certo no fim, eu quis votar, eu consegui votar.



David Camargo

Justicar voto

O eleitor que eventualmete não consiga comparecer ao local de votação deverá justificar seu voto. O mesmo terá que justificar sua ausência por meio do formulário Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que deve ser devidamente preenchido e entregue no dia da votação.

Esse formulário pode ser obtido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no site do TSE (links no final da página), no site dos tribunais regionais eleitorais e, no dia do pleito, nos locais de votação ou de justificativa.
No dia da eleição, basta que o eleitor, portando o título eleitoral e um documento oficial de identificação, entregue o Requerimento de Justificativa Eleitoral devidamente preenchido em um dos locais destinados ao recebimento do RJE.
Caso o eleitor não entregue o requerimento de justificativa no dia da votação, ele deve apresentá-lo pessoalmaterimente em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo, por via postal, ao juiz da zona eleitoral onde é inscrito, até 60 dias após cada turno da votação. Em qualquer hipótese, o requerimento deve ser acompanhado da documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito, para que o juiz eleitoral a examine.
A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, se o eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar sua ausência para cada turno, separadamente, obedecendo aos mesmos requisitos e prazos para cada um deles.
O eleitor pode justificar a ausência às eleições tantas vezes quantas forem necessárias, mas deve estar atento a eventual revisão do eleitorado no município onde for inscrito, visto que o não atendimento à convocação da Justiça Eleitoral para esse fim poderá levar ao cancelamento de seu título eleitoral.
Vale salientar que quem não votou no 1º turno, pode fazê-lo no 2º turno sem nenhum problema.


David Camargo



Fonte: TSE

Minha crise política

De tempos em tempos políticos e seus partidos saem de suas “tocas” para apresentar projetos, ideologias e tentar persuadir os eleitores a votar neles, seja para presidente, deputado federal e estadual, governador, senador, vereador e prefeito. Todos com o objetivo de alcançar suas próprias metas e chegar ao cobiçado poder no país.
Nunca liguei pra política, sempre achei algo chato, que eu nunca entendia, olhava os debates e aquelas propagandas eleitorais e pensava: “ai que chato”, e mudava de canal, ainda mudo. Muitos chegam e me falam: “mas você precisa saber, você não quer ser jornalista?”, “você precisa saber, a política é importante”. Isso nunca adiantou, e acho que nunca vai adiantar e vá me fazer mudar de ideia.
Nesse ano de eleições eu acabei tendo que fazer duas matérias sobre elas, a primeira coisa que pensei foi: “eu não gosto de política, não sei nada, como vou fazer?”, peguei dois temas, sobre os quais pesquisaria sobre a ideologia dos partidos e as posições políticas “esquerda e direita”, foi bem difícil ler tudo e fazer longos resumos até se chegar a uma ou duas folhas de conteúdo. Para minha surpresa consegui aprender algo, mesmo que pouco. Deu para ter uma noção sobre a ideologia de alguns partidos e saber um pouco de como e onde surgiram os termos “direita e esquerda”.
Confesso que continuo não gostando desse tema, mesmo agora entendendo o mínimo do mínimo, continuo achando que os políticos só ligam para si mesmos. Mas, já consigo perceber o quanto é importante se ter isto no país, por mais que não exista político bom, e sim, apenas o menos mau. A política e seus partidos se tornaram indispensáveis para a democracia de um país e para se ter uma visão do que se pode melhorar e o que não se deve fazer. Apesar de tudo precisamos ter consciência na hora do voto, e escolher bem quem queremos que administre nosso Brasil, e claro, cobrar deles tudo que prometeram.



Thaiany Gouveia

Eleições em Cubatão 1º turno

As eleições em Cubatão foram bem tranquilas, sem filas, sem tumultos, apenas 3 urnas apresentaram problemas e precisaram ser trocadas. Ponto negativo a se destacar, mais uma vez, ficou por conta da sujeira nas ruas e calçadas do município causada pelo enorme número de folhetos de candidatos pelo chão, sintoma de muito trabalho para moradores e profissionais da limpeza no dia seguinte.

A onda das “selfies” chegou também nas eleições, alguns eleitores resolveram tirar foto na hora da votação, ato ilegal que resulta em crime eleitoral.

Esse ano a apuração dos votos ocorreu no colégio UMEI Estado do Amazonas e teve início as 17h40, os primeiros resultados começaram a ser divulgados por volta das 20h30, todas as 268 urnas estavam 100% apuradas as 21h13. Dos 95.161 eleitores, a cidade teve 76.565 que compareceram às urnas.

Fato curioso nesse 1º turno, ocorreu em relação aos votos para presidente, Cubatão foi a única cidade da Baixada Santista onde a atual presidente Dilma Roussef venceu, ela teve 25.944 votos (36,93%) contra 24.907 (35,45%) de Marina, e 16.237 (23,11%) de Aécio.


CUBATÃO
DILMA
25.944
36,93%
MARINA
24.907
35,45%
AÉCIO
16.237
23,11%
COMPARECIMENTO
76.565
80,46%
BRANCOS
2.861
3,74%
NULOS
3.454
4,51%
VÁLIDOS
70.250
91,75%


TOTAL DE ELEITORES: 95161 ; TOTAL DE SEÇÕES: 268 ; ABSTENÇÕES: 18.596 (19,54%).

Fonte:TSE


David Camargo

Com mais de 50 mil votos, Cássio Navarro, candidato de Praia Grande é eleito a Deputado Estadual

Cassio Navarro, 30 anos, candidato do PMDB, foi eleito a Deputado Estadual com 50.093 votos. Já exerceu por dois anos o cargo de Deputado Estadual em 2009 e foi eleito por duas vezes vereador em Praia Grande, ele foi o 107º candidato mais votado do Estado e o 11º da coligação PP-PMDB-PSD.
O Deputado eleito é empresário e bacharel em Direito. Casado, ele é genro de Alberto Mourão, Prefeito de Praia Grande, onde ele também já foi chefe de gabinete. Em entrevista ao nosso jornal, Cassio Navarro nos falou dos planos para sua gestão, das carências da nossa região e sobre as realizações nos mandatos anteriores:

Das propostas feitas, qual o senhor pretende realizar primeiro assim que assumir o cargo?

Cassio: Pretendo me empenhar por busca de soluções urgentes junto ao Governo do Estado para os problemas que mais afetam nossa região, que estão na saúde e na segurança pública. O aumento de leitos e mais ofertas de especialidades em hospitais da Baixada e a correção do efetivo policial nas cidades do litoral serão minhas reivindicações imediatas.

Quais são seus planos para a melhoria da Baixada Santista durante a sua gestão?

Cassio: Além das melhorias nas áreas mencionadas, vou lutar pela implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) para interligação com o VLT, de Peruíbe à São Vicente. Quero também reivindicar mais unidades de ensino profissionalizantes e universidade pública, principalmente para atender estudantes do Litoral Sul. É importante ainda, se preocupar com o déficit habitacional nos municípios locais. Para isso, vou buscar a cessão de áreas do Estado para que sejam utilizadas na construção de moradias, principalmente, para retirar famílias de áreas de risco.

O Senhor esperava que fosse conquistar essa quantidade de votos? Que fosse tão bem aceito na região?

Cassio: Pela minha trajetória política, acreditava que pudesse atingir um maior número de votos, mas considerando o cenário de desgaste da política nacional, creio que foi uma votação expressiva.

Quais experiências na vida política o senhor adquiriu como vereador que lhe servirão como alicerce agora que será Deputado?

Cassio: Além da experiência do legislativo municipal, sendo vereador por dois mandatos, incluindo a presidência da Câmara Municipal, fui deputado estadual de 2009 a 2011. Essa trajetória me capacitou a conhecer os problemas da sociedade e saber onde buscar as soluções.

O que o senhor viu do governo anterior que pode ser melhorado para o nosso País?

Cassio: Temos muitas conquistas do Governo Federal e que devem ser melhorados. A segurança pública deve receber atenção da esfera federal, assim como a reforma política, que precisa ser logo discutida e votada. Precisamos avançar na área social, principalmente com políticas públicas voltadas aos jovens, com mais vagas para o ensino público profissionalizante, maior repasse de verbas para que os municípios possam investir na melhoria da qualidade de vida da população.


Existe algum político que o senhor usa como referência ou inspiração para fazer uma boa gestão?

Cassio: Tenho o prefeito de Praia Grande e ex-deputado federal Alberto Mourão com minha referência na vida pública, por sua história e liderança política na cidade e na região da Baixada Santista. É meu sogro e conselheiro, a quem procuro sempre estar em sintonia, baseado em sua grande experiência como gestor público.


O senhor já foi Deputado uma vez por dois anos o que conseguiu realizar e o que ficou incompleto que o senhor gostaria de terminar voltando agora em 2015?

Cassio: Em 2006, obtive 57 mil votos e por estar em um partido que exigia uma maior votação, fiquei na quinta suplência do PSDB, do qual saí para ingressar na minha atual legenda, o PMDB. Com as licenças de deputados tucanos para ocupar cargos de prefeitos e secretarias de Estado, acabei ficando com uma vaga, em 2009. Mesmo com um mandato curto, de dois anos, consegui verbas para alguns municípios como Itanhaém, para pavimentação de ruas; para Praia Grande, para construção de dois viadutos. Na cidade ainda aumentei o número de leitos hospitalares de 159 para 219 leitos, o que contemplou moradores de cidades vizinhas. Com nossa representação parlamentar na Assembleia Legislativa, ajudei a viabilizar um equipamento para tratamento de câncer na Santa Casa de Misericórdia, de Santos, ajudando a salvar muitas vidas. Reivindiquei o aumento de efetivo policial para as cidades da região, sendo atendido com a vinda de 100 policiais para Praia Grande, uma das que possuem índices mais preocupantes de violência pelo volume de turistas que recebe. Porém, após o fim do meu mandato de deputado estadual, em 2011, esses policiais foram para outras regiões. Além de voltar a lutar por maior atenção do Estado para a Baixada, meu interesse na continuidade do mandato é fazer uma representação forte no Estado, favorecendo conquistas e melhorias para as Prefeituras do Litoral Paulista e Interior.

De vereador a Deputado, quais seus planos futuros dentro da política após sua gestão de Deputado? 

Cassio: Não tenho planos para outros cargos após meu mandato como deputado estadual. Vou deixar esta questão para meu partido definir. No momento, quero estar em focado em minhas propostas e projetos, visando responder às ansiedades daqueles que depositaram em mim seu voto de confiança.












Paloma Rocha 


“Eita Dona Neide, segura esse voto!”

Art. 1o A Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo:"Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990."



Segundo a Lei 9.840/99 art. 41, a venda ou troca de votos é crime eleitoral. Mas você já parou para pensar em quantas pessoas vendem/compram votos desde a criação desta lei? Ou melhor, em quantos políticos usaram dinheiro público (sim, o meu, o seu, o nosso suado dinheiro!), deram aquela vaga na prefeitura da sua cidade, que você prestou concurso para conseguir mas, magicamente não havia vaga disponível ou até mesmo aquela creche recém construída, que não tem mais vaga antes mesmo de iniciar suas atividades.
O político do discurso feito chega em sua casa, lhe promete mundos e fundos, inclusive um emprego melhor, a creche para sue bebê ou um dinheiro a mais, tudo o que você tem que fazer é votar nele. Apenas isso e toma aqui duzentinhos para fazer as compras do mês, para pagar aquela conta de luz atrasada ou para fazer aquela moral com a comadre. Ou muito pior, o mesmo político, esse mesmo, o do discurso feito, ele vai (mesmo que morrendo de medo de por os seus sapatos caríssimos na lama) na comunidade no barraco da Dona Neide, mãe solteira de 7 filhos, todos pequenos com menos de 14 anos e a Dona Neide coitada, desempregada, não tem nada na dispensa, oferece uma ajuda de custo, creche para as crianças e “de quebra” um emprego de faxineira na prefeitura local, se ele for eleito claro. Ele até deixa um “jornalzinho” com suas proposta e blá, blá, blá, mas a Dona Neide não sabe ler, só assina seu nome e muito mal. Sem demora a placa de apoio em frente ao barraco já está a postos e todos na humilde residência de Dona Neide já sabem, no dia da eleição o número é 17.171!
É uma pena que Dona Neide não saiba, que nem o nome dela o tal político lembrara, quanto mais as promessas que fez a ela, ele até pediu para um de seus assessores, para que pegasse o número de título de eleitor junto a seu nome e endereço, só para que o estagiário faça um gráfico com o levantamento de votos comprados por região.
A eleição passou, o político sumiu por que não ganhou e a Dona Neide coitada, não recebeu nada. “Os meninos tão tudo na rua” disse ela ao repórter, agora Dona Neide inconformada com a situação de seu bairro reclama para a TV, por que com político ela sabe que não dá pra contar.