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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Baixada Santista elege seis representantes


O 1º Turno das Eleições 2014 que começou às 8 horas e terminou às 17 horas de domingo (5), ocorreu com tranquilidade e rapidez na cidade de Santos.


Após o encerramento das eleições, urnas e documentos eleitorais foram recolhidos dos locais de votação por carros da Prefeitura Municipal e levados com escolta policial até as respectivas zonas eleitorais, onde foram feitas as apurações dos votos.
As apurações começaram por voltas das 17h30 e em menos de três horas cem por cento das urnas eletrônicas de Santos estavam apuradas. Durante todo o dia, apenas seis urnas deram problemas técnicos e precisaram ser substituídas.
Na cidade, as sessões eleitorais são gerenciadas pelo cartório eleitoral, centralizando e coordenando os eleitores domiciliados na localidade de uma região geograficamente delimitada do estado paulista. Em Santos, os eleitores são distribuídos em três zonas eleitorais. No Centro de Santos localiza-se a 118ª Zona Eleitoral, 272ª Zona Eleitoral no Embaré e a 273ª Zona Eleitoral situada na Vila Belmiro.
Correspondendo a 4,08% do eleitorado paulista (1,3 milhões de inscritos), a Baixada Santista contou com 116 candidatos para estas eleições. Apenas seis foram eleitos, puderam comemorar e estarão presentes na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa em 2015. Temos dois deputados estaduais e quatro federais pela região.

Deputado Federal
Votos
Deputado Estadual
Votos
João Paulo. Papa (PSDB)
117.590
Caio França (PSB)
123.138
Cassio Navarro (PMDB)
50.093
Paulo Correa Junior (PEN)
38.489
Beto Mansur (PRB)
31031


Marcelo Squassoni (PRB)
30315






João M. Gazoli de Freitas

Eleição é tranquila na Baixada, mas decisão fica para 2º Turno

O 5 de outubro foi o dia em que aproximadamente 142 milhões de brasileiros foram as urnas para exercer o voto obrigatório, e escolher o novo Presidente da República, assim como, Senadores, Deputados Federais, Estaduais e Governadores. A votação começou as 8 horas e seguiu até 17h (horário local).  As urnas que chegavam às escolas logo eram preparadas por fiscais e mesários para que tudo corresse da melhor forma durante o dia.
Quem se dirigiu às escolas pela manhã não teve problema e logo conseguiu votar nos seus candidatos preferidos. Quem não pode ir cedo e pegou fila próximo ao encerramento recebeu uma senha para que pudesse votar normalmente.
Durante o período de votação, apenas seis urnas foram recolhidas e trocadas em toda a cidade de Santos. Até onde foi apurado, nenhuma ocorrência de boca de urna ou outras confusões foram registradas.
O que incomodou os eleitores, foram os folhetos dos candidatos que foram jogados nas proximidades das escolas causando a maior bagunça e até alguns escorregões de pedestres que se dirigiam as seções, dando trabalho aos garis no final do dia.
Com as parciais sendo divulgadas de hora em hora durante as apurações, o clima era de euforia nas ruas. Os eleitores com a expectativa de que seus candidatos fossem eleitos e debatendo questões políticas, assim seguiu a contagem dos votos.
No dia 26 de outubro será decidido o 2º Turno das eleições com os dois candidatos à Presidente que mais receberam votos. O eleitor deverá se dirigir a mesma seção onde votou da primeira vez munido de documento com foto junto ao titulo de eleitor, onde é possível consultar o número de inscrição, zona e seção onde deve votar.  

João M. Gazoli de Freitas


O PAPA VOTOS


João Paulo Tavares Papa (PSDB) é um dos sete candidatos 
da Baixada Santista e Vale eleito Deputado. 

O ex-prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PSDB), entre 2005 e 2012, estará em Brasília a partir de 2015. O ex-pemedebista conquistou, mais de 117 mil votos, e uma das 70 cadeiras na Câmara dos Deputados destinadas a São Paulo.  Ele foi o 38º candidato mais votado no Estado de São Paulo, e o 18º da coligação PSDB-DEM-PPS. 

Papa é divorciado, nasceu em 28 de julho de 1958 na cidade de Santos (SP). Seu currículo acadêmico é bastante recheado, formado em Pedagogia pela Faculdade Dom Domênico (1980) e Engenharia Elétrica pela Universidade Santa Cecília (1983), fez especialização em Administração Escolar, Orientação Educacional e Supervisão Escolar. Na área pública, sua trajetória começa em 1984 como engenheiro da Prefeitura de Santos. Em 1986, assumiu a direção do Departamento Municipal de Trânsito.
A partir de 1989, atuou no Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo e, entre 1991 e 1995, na Sabesp, como superintendente regional da Baixada Santista e do Litoral de São Paulo. Em 1997, assumiu a Secretaria de Meio Ambiente de Santos e, a partir de 1998, a presidência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Foi eleito vice-prefeito em 2000. De 2001 a 2004 acumulou as funções de vice-prefeito e secretário municipal de Planejamento. Foi eleito prefeito em 2004 e reeleito em primeiro turno, em 2008, com 77 % dos votos. Terminou o mandato com 86% de aprovação popular. Entre 2013 e 2014, foi diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Sabesp. Papa concedeu entrevista exclusiva ao jornal da Unip:
1) O Senhor acaba de ser eleito para um mandato de 04 anos, com certeza a Baixada Santista estará muito bem representada no Congresso. Quais serão as suas prioridades na busca de recursos financeiros?
Papa: "A Baixada Santista tem uma deficiência crônica na área da saúde, a nossa rede de saúde, principalmente na alta complexidade, ou seja, no atendimento hospitalar não está adequada para a população. E em algumas cidades essa deficiência é mais evidente, e claro causa um sofrimento maior. Especialmente em São Vicente a segunda cidade mais populosa da baixada, precisa ter mais estrutura em atendimento em hospitais e também na região sul, então eu vou trabalhar objetivamente para viabilizar um hospital em São Vicente e para que a ampliação do hospital existente em Itanhaém, seja acelerada e viabilizada. Com essas duas ações concluídas, nós vamos ter uma rede mais estruturada e equilibrada. O atendimento da saúde, tende a melhorar em todas as cidades. E na área da segurança pública, eu vou lutar no Congresso para que o Governo Federal crie novos instrumentos de combate a criminalidade".
2) Sabemos que a cidade de Santos, sempre foi bem provida de recursos estaduais e federais. O Sr. dará uma atenção maior às cidades da baixada, sobretudo as mais afastadas de Santos? Como Bertioga e Peruíbe.
Papa: "Essa é uma constatação que tem que fazer, há uma concentração de riqueza, mas uma riqueza em um sentido mais amplo. Um concentração de empresas, de negócios, de recursos movimentados, de geração de empregos que por sua vez geram mais tributos, uma concentração de riquezas em Santos. Essa concentração em comparação com as demais cidades, cria as condições que a cidade de Santos tem hoje, que é uma cidade bem provida de investimentos públicos, de serviços públicos, de infra-estrutura, de qualidade de vida. A baixada por outro lado, não tem a mesma condição, somos uma região muito desigual, há um evidente desequilíbrio econômico e que gera problemas de infra-estrutura, gera desequilíbrio social, gera um efeito que não é muito razoável não é muito adequado de movimentação diária de pessoas a Santos para trabalhar ou até estudar. A baixada santista, tem que ter um plano metropolitano de desenvolvimento econômico,  e eu vou trabalhar por isso, e vou trabalhar no mandato objetivamente, procurando fortalecer os municípios que hoje tem menos alternativa, como Peruíbe, São Vicente, Guarujá e todas as cidades". 
3) Qual a opinião do senhor do Sr. sobre a necessidade da reforma tributária no Brasil?
Papa: "É fundamental, eu sei que é difícil e o tanto que é difícil ela nunca foi feita até hoje, são quase 20 anos pregando a reforma tributária por todos os candidatos. Ela não veio até hoje porque não é algo fácil de ser feita, mas, a cada dia que passa fica mais urgente e determinante para a economia do Brasil. A nossa economia ela depende muito de comodes, que são produção agrícola, agropecuária, o campo basicamente sustentou e deu equilíbrio e sustentabilidade para a economia brasileira, mas há um setor que é fundamental para o presente e o futuro que é o setor produtivo, a industria que é o setor que faz transformação da matéria prima com produtos com valor agregado, é ai que um país cresce com mesmo, com vigor e a industria brasileira perdeu força,  vem perdendo a cada ano, porque ela não é mais competitiva, ela perde de lavada pelos seus concorrentes internacionais em produtividade e preço final. A reforma tributária ela tem que ser ampla, ela tem que ser mesmo que cause algum sofrimento inicial, porque pode gerar uma redução momentânea de arrecadação, ela precisa ser feita é aquele passo que você tem que dar para poder se alinhar com o futuro que o mundo hoje exige. Embora eu não seja um especialista nessa matéria, vou estudar bastante tudo isso e vou defender sim no Congresso Federal uma aceleração possível tributária mais ampla. 
4) Outra reforma muito discutida no Brasil é a reforma política. De que forma o Sr. analisa tal questão?
Papa: "Acho fundamental, fácil de ser feita, é um compromisso que todo e qualquer político hoje no quadro de crise até institucional e de credibilidade que a política brasileira vive, todos os parlamentares deveriam abraçar essa reforma no primeiro dia. Segunda questão na reforma política, o fim da reeleição a coincidência dos mandatos é algo que também gera que prejuízo? Zero. Ao contrário gera muita economia, o Brasil vive de eleições. Dois em dois anos nós estamos fazendo uma eleição. Um país em desenvolvimento como o nosso não pode se dar o luxo de gastar tanta energia, tanto dinheiro para se fazer eleições de dois em dois anos, isso não é necessário é um prejuízo. Pode se estender o mandato para cinco anos, para recompensar um pouco essa questão do  fim da reeleição. Eu defendo também o fortalecimento dos partidos, para que as pessoas enxerguem nos partidos um sentido ideológico, uma linha de pensamento, hoje isso não acontece". 
5) O Sr. obteve 117,590 mil votos, aproximadamente 85% vieram da região. Como o Sr. analisa o resultado?
Papa: "O resultado ele é decorrente da opção que eu fiz, estou feliz com a decisão não pelo fato de eu ter sido eleito, mas porque eu pude exercer coerência durante a campanha. 85% dos votos vieram daqui (Baixada Santista) os outros 15% que é surpreendente para mim, vieram de amigos ou parente que mora longe, ele faz lá a campanha para você e consegue 40 ou 50 votos, mas basicamente essa outra porcentagem vieram, de um segmento que eu atuo a muito tempo, que é o setor do saneamento que é a minha profissão, sou engenheiro e atuei muitos anos na área ambiental e sanitária, ele é um setor que tem muita carência no Brasil. Para você ter uma idéia 50% dos brasileiros não possuem rede coletora de esgotos, isso se reflete em péssimos índices de saúde, problemas de desenvolvimentos para essas regiões. É um setor que tem tudo por fazer. Essa votação que eu tive, vinda do setor de saneamento básico me oferece uma oportunidade e responsabilidade, eu terei que atuar dentro daquela visão de temas nacionais também com grande atenção nessa área.
6) Como o Sr. está se preparando para exercer o cargo no Legislativo?
Papa "Agora, isso é um mundo para mim. Eu nunca vivi uma experiência de legislativo. A minha experiência profissional de trinta anos, se deu toda no poder executivo, porém, eu sempre tive um perfil pessoal, de conciliador, exerci sempre aonde estive, a liderança que tive, enfim alguns segmentos sempre foi trabalhada na base do dialogo, do consenso, na busca de convergência, isso é da minha personalidade da minha natureza. Como executivo de Santos, eu sempre procurei ser um condutor do consenso na Câmara Federal não há outra opção, a câmara é um parlamento com 513 deputados, de culturas totalmente diferentes, o Brasil é um país continental, cada um seus problemas e necessidades e visões de mundos diferentes. E tenho que me preparar, são muitas regras, para poder organizar a movimentação de 513 parlamentares a quantidade de regras é impressionante. Agora eu estou estudando essas regras para quando chegar fevereiro eu esteja habituado a essa rotina.  
7) Ao deixar o seu mandato de prefeito de Santos em 2012, segundo pesquisa realizada pela Enfoque Comunicações o Sr. obteve 86% de aprovação do Governo. Como o Sr. avalia o resultado?
Papa: "Eu fiquei muito feliz, na época não só eu mas a minha equipe toda, todos nós ficamos recompensados, pois a tendência de qualquer governo, ainda mais este de 08 anos é você aos poucos ir se desgastando aos poucos, eu fiz poucas mudanças no meu governo, inclusive de pessoas. O nosso governo teve uma característica muito especial, desde da primeira medição da avaliação de seis meses, até a última que foi essa no final do mandato, nós fomos sempre crescendo constantemente, não tivemos picos e nem quedas. A cidade gerou 40 mil novos empregos formais durante a minha gestão, 12 mil foram criados em um ato de governo na mudança da legislação tributária municipal. A outra questão a educação, eu dei total prioridade a essa pasta, eu sou professor, sou de uma família de educadores, e nós entregamos quase duas escolas novas e grande por ano. Foram quinze escolas próprias em oito anos, implantamos a educação em tempo integral, criamos um parque tecnológico que hoje dá origem uma reformulação no ensino técnico municipal. Um vez respondendo também a um jornalista, onde ele me perguntou como eu queria ser lembrado no futuro? eu disse mais ou menos assim: - Como um alguém que trabalhou muito, que se dedicou e cumpriu a sua responsabilidade e que não fez suas as conquistas da população santista. Um prefeito ele é uma parte importante do processo de desenvolvimento de uma cidade ou de um país, mas as conquistas são sempre da população e da sociedade.
 8) Como foi governar a cidade de Santos? Quais as dificuldades?
Papa: "A primeira que eu acho que todo prefeito vive é a burocracia, para quem não vive o dia a dia de uma gestão municipal pode achar estranho, mas não, o Brasil tem tantas e tem que ter pois se trata de dinheiro público, mas tem tantas amarras e tantas regras burocráticas, que no fim metade do tempo é gasto com a própria máquina, burocracia, esse é um ponto difícil. O restante eu acho que a cidade de Santos me ajudou muito, eu tive mais ajuda e facilidades do que dificuldades".
9) Os santistas podem esperar a volta do Papa, na disputa eleitoral para a Prefeitura de Santos? 
Papa: "Eu acho difícil, não impossível, pois na vida nada é impossível. Hoje o meu caminho, meu destino está e foi traçado pela decisão da população daqui de me colocar no parlamento. Alí há muito por fazer, as pessoas as vezes menosprezam o papel do parlamento no Brasil e nas cidades também, as mudanças a renovação de mentalidade que o país espera, deseja sempre dependerá muito de uma mudança de pensamento no parlamento que é muito conservador. Então a um papel a ser cumprido, e tenho que cumprir bem isso, se eu ficar exercendo essa atividade que é nova para mim e tanta responsabilidade com pensamento aqui na cidade, eu não cumpro lá o papel para o qual eu fui escolhido. Então não dá para pensar nisso nesse momento, e acho que há quadros muitos bons na cidade que possa indicar a renovação para a prefeitura". 

Vitor Fernando Teixeira Pimentel

O Povo Acordou?


Quem não se lembra dos meses de junho e julho de 2013? Meses que foram marcados pelas manifestações, com milhares de brasileiros em todas as partes do país pedindo por Mudanças e melhorias nos meios públicos como saúde, educação transporte entre outros.
O povo que cantava nas ruas “O Gigante Acordou”, mostrou para todo o país que o povo tinha força. Os governantes se viram obrigados a agir, e fizeram o que mais sabem fazer, prometeram melhorias e até uma reforma política. Reforma essa, que até hoje não saiu do papel, assim como as mudanças prometidas pelos governantes.
Neste ano, de eleições, aqueles mesmos manifestantes tinham na força de seu voto à maneira de fazer com que aquelas mudanças não fossem esquecidas, e votar em caras novas. Todos nós achávamos isto, pois o povo tinha acordado, e visto quão grande é sua força em uma democracia. Só que ao ver os resultados do primeiro turno das eleições tive a impressão que aquele povo tinha voltado a dormir, pois como acontecerão às mudanças se continuam as mesmas pessoas?
Mais de 80% da Câmara dos Deputados foi reeleita, incluindo um que não sabe o que um deputado federal faz até hoje, 13 governadores reeleitos, inclusive o de São Paulo, onde existiu o maior o número de manifestantes clamando por mudanças no ano passado. Os governadores não reeleitos disputam o segundo turno com antigos governadores ou partidos que já governaram os respectivos estados.
Já na votação para presidente, e neste cargo sim, se acreditava que haveria mudança, pois a atual presidente foi a mais criticada durante as manifestações e vaiada sempre que aparecia em eventos públicos. Mas ao contrário do esperado, mais uma vez quem vai para o segundo turno é o PT e o PSDB, partidos que já governaram o país e que não representam mudança alguma.
“Com o mesmo cozinheiro, como você quer que eu acredite que você entregara uma nova receita para o Brasil?” Uso essa frase da Presidente do país, Dilma Rousseff (até porque no dicionário não existe Presidenta) para fazer aos brasileiros, com os mesmos cozinheiros, como teremos uma receita diferente para o nosso País?
Depois as pessoas reclamam dos políticos, mas se somos nós quem os colocamos no poder, porque reclamar se continuamos votando nos mesmos e reelegendo políticos que já estão lá desde a fundação de Brasília? Aí dizem “voto nele por que está na frente das pesquisas”, enquanto houver brasileiros que pensam desta forma, e votam só porque é obrigatório, continuaremos na mesmice, com o Povo acordando num ano e se caindo em sono profundo no outro. 

Thiago Tertuliano
  

Os Jovens e a Política


Não é difícil perceber que o futuro do país está quase que praticamente na mão dos jovens. E quando se fala neles, não estamos citando apenas rapazes e moças de 16 anos, se enquadram aqui uma juventude com faixa etária de 18 a 33 anos.
Embora essa juventude esteja um tanto quanto confusa e dividida a respeito do que fazer com a escassez de política que se encontra o país, eles querem e querem muito um habitat melhor para poder viver. 
Atualmente, os jovens são formadores de opinião, ajudam nas despesas do lar e têm voz ativa. São chamados hoje de Geração D (digital), por Renato Meirelles - Presidente da Data Popular, ligados à tecnologia e conectados o tempo todo, eles sabem exatamente o que querem. Apontam que a condição de vida da classe intermediária e baixa melhorou bastante, mas isso não é o suficiente. Incomodam-se demasiadamente, porque a linguagem politica não é compatível com a deles, está atrasada, cheia de falhas e essa geração vai lutar para ver as mudanças cabíveis e necessárias.
As manifestações ocorridas em 2013 trouxeram mais energia a esses jovens e mesmo com grande parte deles votando em branco, eles vão cobrar as melhorias que faltam e não abrirão mão das que já foram feitas. 
Educação, Segurança e Saúde são os principais fatores indicados por essa mocidade. Eles querem ainda ter acesso livre à internet, afinal, estamos na era da comunicação. E a insistência em apontar a linguagem arcaica que não se enquadra a essa etnia, veem a necessidade de estar por dentro do que acontece no país, sem ter que ouvir a respeito de tantos PIB’s e outras palavras que passam despercebidas a quem está interessado em comer um bom prato de arroz e feijão, comprar seus tomates sem a dura inflação, ter condição de ter a casa própria e crédito no mercado.
Essa geração mais inteligente que os pais – segundo a pesquisa da Data Popular, com acesso a informação rápida e diária, não está interessada de qual partido politico é aquele candidato, muito menos nas frases feitas de seus familiares como, “ele rouba, mas faz”, eles querem pessoas comandando essa grande máquina, eles querem políticos de verdade, que trabalhem pela verdade, em busca de um Brasil mais justo e digno.

Jessica Paiva

Brasil, seus partidos políticos e suas ideologias

No Brasil existem 32 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São eles: PMDB, PTB, PDT, PT, DEM, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PMN, PRP, PPS, PV, PTdoB, PP, PSTU, PCB, PRTB, PHS, PSDC, PCO, PTN, PSL, PRB, PSOL, PR, PSD, PPL, PEN, PROS e SD. A cada eleição, os partidos se reúnem e decidem quem vai concorrer aos cargos políticos, fazem suas coligações e expõem suas propostas para os eleitores.
Em 1965, durante o regime militar, foi determinada a criação de dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), deixando o país sob o sistema bipartidário. O multipartidarismo foi restabelecido em 1979 fazendo com que muitos partidos fossem criados, ao mesmo tempo em que muitos foram desaparecendo. A partir de 1988, os partidos políticos começaram a fazer parte da Constituição Federal pelo artigo 17 de 5 de outubro de 1988 determinando que é livre a criação, fusão, incorporação e  extinção de partidos políticos
Segundo o TSE, as noções de partidos políticos e de democracia (governo do povo e para o povo) estão intimamente ligadas, pois a divulgação, pelos partidos, de diversas doutrinas filosóficas e políticas existentes no mundo têm fomentado o debate e a busca de soluções para as diversas mazelas que afligem nossa sociedade, favorecendo a formação de opinião sobre as principais questões que envolvem o país e o amadurecimento do eleitor para o exercício da cidadania.
Alguns dos principais partidos políticos do Brasil e suas ideologias
PT – Partido dos Trabalhadores, fundado em 1980. Com base socialista, o PT defende a reforma agrária e a justiça social.
PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira, fundado em 1988. De base social-democrata, defende o desenvolvimento do país com justiça social. É a favor da democracia liberal, com pouca intervenção do estado na economia.
PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro, fundado em 1980. Defende a democratização do país nos planos político, social e econômico.
DEM – Democratas, fundado em 2007. Defende uma economia livre de barreiras e a redução de taxas e impostos.
PV – Partido Verde, fundado em 1986. De base ideológica ecológica, luta por uma sociedade capaz de crescer com respeito a natureza. São favoráveis ao respeito aos direitos civis, a paz, qualidade de vida e formas alternativas de gestão pública.
PP – Partido Progressista, fundado em 1995. Defende ideias amplamente baseadas no capitalismo e na economia de mercado.
PRB – Partido Republicano Brasileiro, fundado em 2005. Defende o pluripartidarismo e a representatividade, como fundamentos relevantes para o fortalecimento democrático, a manutenção dos direitos e das garantias trabalhistas.
PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, fundado em 1979. Defende ideias identificadas com o liberalismo, trabalhismo e nacionalismo.
PSL – Partido Social Liberal, fundado em 1994. Defende a privatização, os trabalhadores e o direito de greve, a carga tributária e o desenvolvimento econômico e os princípios democráticos.
PPS – Partido Popular Socialista, fundado em 1992. Seus principais aspectos são a "radicalidade democrática", uma nova definição do socialismo, pautado no humanismo e no internacionalismo, defensor da social-democracia.
PR – Partido da República, fundado em 2006. Defende o liberalismo econômico e a redução das taxas de juros e impostos.
PCdoB – Partido Comunista do Brasil, fundado em 1922. Defende ideias marxistas. Suas propostas giram em torno do socialismo e da forte intervenção do estado na economia.
PSB – Partido Socialista Brasileiro, fundado em 1947. Defende ideias do socialismo com transformações na sociedade que representam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, fundado em 2004. Defende o socialismo como forma de governo. É contrário ao sistema capitalista e ao neoliberalismo. São contra a privatização dos serviços e a favor da estatização das empresas.
PSDC – Partido Social Democrata Cristão, fundado em 1997. Defendem a implantação da Democracia Cristã como sistema político, construindo uma sociedade justa, sem abdicar da liberdade, ligando estes dois valores com a argamassa da solidariedade.
PRTB – Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, fundado em 1997.  Tem a modernidade, a preocupação com o meio ambiente e as questões sociais e trabalhistas como metas primordiais.
PCB – Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922. Defende o comunismo, baseado nas ideias de Marx e Engels. É contrário ao sistema capitalista e ao neoliberalismo, defendendo a luta de classes.
PSC – Partido Social Cristão, fundado em 1985. É sustentado na Doutrina Social Cristã, inspirado nos valores e propósitos do Cristianismo, em busca de uma sociedade justa, solidária e fraterna.
PCO – Partido da Causa Operária, fundado em 1997. Tem como objetivo organizar a classe operária em classe independente, e lutar pela supremacia política da classe operária na sociedade como meio para a realização do socialismo.
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, fundado em 1994. Defende o fim do capitalismo e a implantação do socialismo no Brasil. São favoráveis ao sistema onde os trabalhadores consigam mais poder e participação social.

Fonte: http://seligaeleitor.blogspot.com.br/2012/06/partidos-politicos-do-brasil-e-suas.html e http://noticias.uol.com.br/album/2013/09/20/conheca-os-partidos-politicos-existentes-no-brasil.htm#fotoNav=1

 Thaiany Gouveia

Aécio Neves

Aécio Neves da Cunha (Belo Horizonte, 10 de março de 1960) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi o décimo sétimo governador de Minas Gerais entre 1º de janeiro de 2003 a 31 de março de 2010, sendo senador pelo mesmo estado. Aécio é o candidato de seu partido à presidência do Brasil na eleição de 2014.
Natural de Belo Horizonte, Aécio é graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É neto do ex-presidente Tancredo Neves, com quem adquiriu suas primeiras experiências políticas. Em 1987, iniciou o seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais, exercendo o cargo até 2002, totalizando quatro mandatos. Presidiu a Câmara dos Deputados no biênio de 2001-2002, renunciando ao cargo em dezembro de 2002.
Aécio foi eleito governador de Minas Gerais em 2002. Como governador, teve bons índices de aprovação e foi reeleito na eleição de 2006, tendo desta vez a maior votação já registrada no estado. Renunciou ao cargo de governador em março de 2010, a fim de concorrer ao senado federal, sendo substituído pelo seu vice, Antônio Anastasia. Nas eleições de 2010, foi eleito o senador com a maior votação do Estado. Assumiu o cargo em 1º de fevereiro de 2011 e, em 2013, foi escolhido presidente nacional do PSDB.
Se envolveu em uma polêmica ao recusar-se a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma carteira de motorista vencida em blitz policial no Rio de janeiro. O fato ocorreu na madrugada de 17.abr.2011 e foi amplamente noticiado pela imprensa, inclusive pelos jornais "Folha de S.Paulo " e "O Estado de S. Paulo ". O episódio ocorreu dias após Aécio fazer seu primeiro discurso no Senado para se consolidar como principal líder da oposição ao governo Dilma no Congresso. Ele também é apontado como o político de oposição com mais chances de disputar a Presidência da República contra o PT em 2014. A Folha.com publicou íntegra  do discurso de Aécio feito em 6.abr.2011 no Senado.
Segundo a "Folha" e o "Estado", Aécio foi abordado pela blitz da lei seca na avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, bairro da zona sul do Rio. "O político mineiro foi multado em R$ 957,70 por recusar o bafômetro e em R$ 191,54 pela habilitação vencida", relatou o "Estado". 


Tiago Campos 

Dilma Rouseff

Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República, tornou-se a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e chefe de governo, em toda a história do Brasil. 
Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 pela ditadura militar brasileira, primeiramente durante a Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). 
Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993, foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, durante se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2005, Rousseff foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o chamado Escândalo do Mensalão. Dilma foi a primeira mulher secretária de Fazenda de sua cidade, a primeira ministra de Minas e Energia, a primeira chefe da Casa Civil, além de ser primeira presidenta da história brasileira. 



Tiago Campos