Vítor Fernando Teixeira Pimentel - UNIP/4º Semestre
Existem dois tipos de serial
killers: os do “tipo organizado””, sujeitos que normalmente exibem inteligência
normal e conseguem se inserir bem à sociedade. São muito mais difíceis de serem
pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter
uma vida social com esposa, marido, filhos e emprego, alto nível de
conhecimento. Já os do “tipo desorganizados” são impulsivos, não planejam seus
atos, costumam usar objetos que encontram no local do crime e os deixam para
trás muitas provas.
A série televisiva americana ‘DEXTER’ mostra um assassino em série com diferentes padrões de dispersão de sangue. Dexter Morgan, protagonista da série, é um policial forense do Departamento de Polícia de Condado de Miami-Dade. De todos os seriais killers, Morgan, é um sanguinário de assassinos de um modo bem meticuloso e sem pistas. Ele organiza seus crimes em torno do “Código de Harry”, um apanhado de regras e procedimentos desenvolvidos por seu pai adotivo, Harry, e, assim como muitos assassinos em série, guarda os seus troféus. Dexter é aparentemente normal e mantém a postura de bom amigo e vizinho prestativo.
Duas coisas das quais ninguém
dúvida é que a vida imita a arte e a arte imita a vida. Quem não se lembra de
algum famoso crime cujo responsável alegou inspiração em algum grande clássico
de cinema ou em algum vilão famoso nos filmes? A classificação para denominar
um assassino como serial killer é a frequência de um modo operante constante,
ou seja, sempre existirá algum tipo de ritual, seja antes, durante ou depois
dos crimes que fará a identificação do assassino.
Não é apenas nos Estados Unidos ou
na Europa que existem seriais killers, no Brasil também existem psicopatas em
série que já aterrorizaram a população. Confira 05 casos famosos:
1) O
Linguiceiro da Rua Arvoredo: José Ramos produzia linguiças caseiras com a
sua mulher, Catarina, e na década de 1860 era popular em toda a Porto Alegre
por seus embutidos artesanais. Por trás da aparência de bom moço, ele e sua
mulher eram reais caçadores de gente. Catarina seduzia e levava viajantes para
a casa do casal, prometendo uma boa janta e uma cama quente. Com o auxílio de
um colega de profissão, José retalhava, moía e fatiava cadáveres para vender.
Em 1894 o caso foi descoberto e assombrou mais de 20 mil pessoas que já haviam
comprado carne no açougue. Ele (José) foi condenado à prisão pelo resto da vida
e sua mulher foi para o hospício. O caso foi considerado um dos primeiros
serial killers brasileiros.
2) O Preto
Amaral: Escrevo até os 17 anos, o apelido desse serial killer mostra o
contexto racista no qual ele vivia. Amaral foi indiciado por estrangulamento e
estupro de três pessoas, duas delas menores de idade. A mais velha tinha 27
anos, a segunda 10 e a terceira 15. Fora a falta de piedade com as jovens,
Amaral arrancou os braços da mais nova. Sob tortura, confessou tudo com
detalhes, e cinco meses depois foi encontrado morto em sua cela de prisão.
3) O Filho
da Luz: Esse estranho apelido, deriva do significado literal do nome
“Lucífer”. Era o título de Febrônio Índio, que acreditava lutar contra o
demônio. Ele atraia as vítimas prometendo empregos, levando-as à Ilha Ribeiro,
estuprando e matando-as sufocadas. As vítimas eram todas homens ou crianças, e
o odioso assassino acabou por morrer em um manicômio, aos 89 anos. Em todas as
suas vítimas, o “Filho da Luz” tatuava o número DCVXVI.
4) O Monstro do Morumbi: Entre
os anos 60 e 70, várias mulheres foram encontradas nuas, com pés e mãos
amarrados com pedaços das próprias roupas. Ouvidos, nariz e boca eram estufados
com jornal amassado, sustentados por mordaças. Esse assustado cenário era obra
de José Paes Bezerra. Casado, costumava presentear a sua esposa com das peças
de roupa das vítimas, o que, após algum tempo, ultrapassou os limites da pobre
mulher e fez com que ela o denunciasse à polícia. Apesas de ter assumido a
morte de 24 mulheres, o Monstro só foi condenado por quatro mortes.






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