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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DEXTER: Do crime à fama - Conheça os famosos seriais killers brasileiros.



Vítor Fernando Teixeira Pimentel - UNIP/4º Semestre


Existem dois tipos de serial killers: os do “tipo organizado””, sujeitos que normalmente exibem inteligência normal e conseguem se inserir bem à sociedade. São muito mais difíceis de serem pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter uma vida social com esposa, marido, filhos e emprego, alto nível de conhecimento. Já os do “tipo desorganizados” são impulsivos, não planejam seus atos, costumam usar objetos que encontram no local do crime e os deixam para trás muitas provas.


 A série televisiva americana ‘DEXTER’ mostra um assassino em série com diferentes padrões de dispersão de sangue. Dexter Morgan, protagonista da série, é um policial forense do Departamento de Polícia de Condado de Miami-Dade. De todos os seriais killers, Morgan, é um sanguinário de assassinos de um modo bem meticuloso e sem pistas. Ele organiza seus crimes em torno do “Código de Harry”, um apanhado de regras e procedimentos desenvolvidos por seu pai adotivo, Harry, e, assim como muitos assassinos em série, guarda os seus troféus. Dexter é aparentemente normal e mantém a postura de bom amigo e vizinho prestativo. 




Duas coisas das quais ninguém dúvida é que a vida imita a arte e a arte imita a vida. Quem não se lembra de algum famoso crime cujo responsável alegou inspiração em algum grande clássico de cinema ou em algum vilão famoso nos filmes? A classificação para denominar um assassino como serial killer é a frequência de um modo operante constante, ou seja, sempre existirá algum tipo de ritual, seja antes, durante ou depois dos crimes que fará a identificação do assassino.
Não é apenas nos Estados Unidos ou na Europa que existem seriais killers, no Brasil também existem psicopatas em série que já aterrorizaram a população. Confira 05 casos famosos: 

1) O Linguiceiro da Rua Arvoredo: José Ramos produzia linguiças caseiras com a sua mulher, Catarina, e na década de 1860 era popular em toda a Porto Alegre por seus embutidos artesanais. Por trás da aparência de bom moço, ele e sua mulher eram reais caçadores de gente. Catarina seduzia e levava viajantes para a casa do casal, prometendo uma boa janta e uma cama quente. Com o auxílio de um colega de profissão, José retalhava, moía e fatiava cadáveres para vender. Em 1894 o caso foi descoberto e assombrou mais de 20 mil pessoas que já haviam comprado carne no açougue. Ele (José) foi condenado à prisão pelo resto da vida e sua mulher foi para o hospício. O caso foi considerado um dos primeiros serial killers brasileiros. 


2) O Preto Amaral: Escrevo até os 17 anos, o apelido desse serial killer mostra o contexto racista no qual ele vivia. Amaral foi indiciado por estrangulamento e estupro de três pessoas, duas delas menores de idade. A mais velha tinha 27 anos, a segunda 10 e a terceira 15. Fora a falta de piedade com as jovens, Amaral arrancou os braços da mais nova. Sob tortura, confessou tudo com detalhes, e cinco meses depois foi encontrado morto em sua cela de prisão. 

3) O Filho da Luz: Esse estranho apelido, deriva do significado literal do nome “Lucífer”. Era o título de Febrônio Índio, que acreditava lutar contra o demônio. Ele atraia as vítimas prometendo empregos, levando-as à Ilha Ribeiro, estuprando e matando-as sufocadas. As vítimas eram todas homens ou crianças, e o odioso assassino acabou por morrer em um manicômio, aos 89 anos. Em todas as suas vítimas, o “Filho da Luz” tatuava o número DCVXVI. 



4) O Monstro do Morumbi: Entre os anos 60 e 70, várias mulheres foram encontradas nuas, com pés e mãos amarrados com pedaços das próprias roupas. Ouvidos, nariz e boca eram estufados com jornal amassado, sustentados por mordaças. Esse assustado cenário era obra de José Paes Bezerra. Casado, costumava presentear a sua esposa com das peças de roupa das vítimas, o que, após algum tempo, ultrapassou os limites da pobre mulher e fez com que ela o denunciasse à polícia. Apesas de ter assumido a morte de 24 mulheres, o Monstro só foi condenado por quatro mortes. 




5) O Maníaco do Parque: O psicopata deste caso era motoboy e atraia as suas vítimas com promessas de um ensaio fotográfico, sempre para jovens mulheres querendo ser modelo. Ele as levavas para o Parque do Estado, entre SP e Diadema, e estuprava, estrangulava e abandonava os corpos no local. Após retratos falados de vítimas que conseguiram escapar do obstinado assassino, ele foi pego no Rio Grande do Sul, onde tentava se esconder. De acordo com o Maníaco, a causa para os crimes eram uma tia e um patrão que haviam o molestado, criando um “lado ruim que ele não conseguia controlar”. 


 



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