Por Hynga Cruz
No
curso das transformações que o Brasil sofreu durante o século XIX, as relativas
dificuldades encontradas para o seu crescimento, num período em que a vida
urbana era pouco desenvolvida e o sexo feminino era mantido pela autoridade das
mãos masculinas, surge uma figura feminina na sua estatura física, mas com
ideias revolucionarias e o seu comportamento esperado para o convívio familiar.
Com
efeito, a quebra do controle sobre os movimentos femininos e a fala de
conhecimento profissional condicionava com facilidade a mulher para
prostituição, fato que não ocorrera nas questões de habilidade dos seus
conhecimentos adquiridos nos primórdios de sua formação de sua vida.
Acreditávamos que a produção musical de Chiquinha Gonzaga poderia manifestar
sua posição nos movimentos políticos e sociais daquele período.
A
questão se manifestava na medida em que constatávamos o engajamento da
musicista nas causas abolicionistas, republicanas entre outros. Tal conjuntura
poderia envolver Chiquinha Gonzaga a partir da sua personalidade, usando sua
arte como veículo de contestação.
Basta
uma tomada de posição somando-se a isso as características de uma personalidade
marcante e a importância fundamental do ser humano, proveniente da estrutura
rígida de sua educação recebida pelos seus pais com ideias conservadora.
Teve uma enorme
importância no papel musical e nos movimentos sociais do Brasil na transição do
século XIX para o XX. Percebemos como Chiquinha, ao seu tempo, era uma pessoa
extraordinária por participar em causas nobres e ter um grande papel no cenário
do Rio de Janeiro como lutadora ativista. teve grandes conquistas, rompendo valores e
preconceitos, sendo reconhecida, mesmo que tardiamente, como a maior figura
feminina da música popular brasileira.
Graças
a ela, as mulheres do seu tempo conseguiram realizar os seus sonhos
pessoais e libertarem-se do fardo de suas famílias
patriarcais e dos limites das regras sociais. Cada vez mais era comum
ver mulheres desacompanhadas em eventos e encontros culturais
ou artísticos, debatendo política e economia, inseridas em
movimentos, partidos e causas.
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