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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Chiquinha Gonzaga a frente do seu tempo

Por Hynga Cruz

No curso das transformações que o Brasil sofreu durante o século XIX, as relativas dificuldades encontradas para o seu crescimento, num período em que a vida urbana era pouco desenvolvida e o sexo feminino era mantido pela autoridade das mãos masculinas, surge uma figura feminina na sua estatura física, mas com ideias revolucionarias e o seu comportamento esperado para o convívio familiar.
Com efeito, a quebra do controle sobre os movimentos femininos e a fala de conhecimento profissional condicionava com facilidade a mulher para prostituição, fato que não ocorrera nas questões de habilidade dos seus conhecimentos adquiridos nos primórdios de sua formação de sua vida. Acreditávamos que a produção musical de Chiquinha Gonzaga poderia manifestar sua posição nos movimentos políticos e sociais daquele período.
A questão se manifestava na medida em que constatávamos o engajamento da musicista nas causas abolicionistas, republicanas entre outros. Tal conjuntura poderia envolver Chiquinha Gonzaga a partir da sua personalidade, usando sua arte como veículo de contestação.
Basta uma tomada de posição somando-se a isso as características de uma personalidade marcante e a importância fundamental do ser humano, proveniente da estrutura rígida de sua educação recebida pelos seus pais com ideias conservadora.
Teve uma enorme importância no papel musical e nos movimentos sociais do Brasil na transição do século XIX para o XX. Percebemos como Chiquinha, ao seu tempo, era uma pessoa extraordinária por participar em causas nobres e ter um grande papel no cenário do Rio de Janeiro como lutadora ativista. teve grandes conquistas, rompendo valores e preconceitos, sendo reconhecida, mesmo que tardiamente, como a maior figura feminina da música popular brasileira.

Graças a ela, as mulheres do seu tempo conseguiram realizar os seus sonhos pessoais e libertarem-se do fardo de suas famílias patriarcais e dos limites das regras sociais. Cada vez mais era comum ver mulheres desacompanhadas em eventos e encontros culturais ou artísticos, debatendo política e economia, inseridas em movimentos, partidos e causas.

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