Por: Camila Valéria
São Paulo é o estado que mais abriga refugiados internacionais,
seguido do Acre, Rio Grande do Sul e Paraná. O que esses estados têm em comum é
a proximidade com a fronteira, o que facilita a entrada no país. O Brasil
abriga 7,7 mil pessoas de 81 nações.Para auxiliar na legalização, o CONARE
(Comitê Nacional para os Refugiados) adotou, em outubro de 2013, uma Resolução
Normativa para desburocratizar a emissão de vistos para cidadãos estrangeiros que fugiram de guerras em seus países e estão dispostos a solicitar refúgio no
país. Isso fez com que o numero de refugiados crescesse e a população ficasse
preocupada com a questão da falta de emprego.
Santos, por ter o maior porto da America Latina, é uma das cidades porta de entrada para essas pessoas. Wazime Guido Guy é francês e têm 35 anos, veio da República Democrática do Congo, onde morava com a mãe. Teve que fugir do país após ser acusado de traição, por ajudar refugiados de um país vizinho que estavam em guerra com o Congo. Veio para o Brasil em 2009, passou pelo Paraná e Mato Grasso onde trabalhou como professor de francês. Hoje ele mora na Igreja do Valongo, em Santos, onde pretende arrumar um emprego com carteira assinada, ”Agradeço o acolhimento e às pessoas da Igreja pela ajuda, mas também quero recomeçar a minha vida. Desejo muito me estabelecer no Brasil e, por isso, quero continuar os estudos também. Mas minha prioridade é trabalhar com dignidade”.
Santos, por ter o maior porto da America Latina, é uma das cidades porta de entrada para essas pessoas. Wazime Guido Guy é francês e têm 35 anos, veio da República Democrática do Congo, onde morava com a mãe. Teve que fugir do país após ser acusado de traição, por ajudar refugiados de um país vizinho que estavam em guerra com o Congo. Veio para o Brasil em 2009, passou pelo Paraná e Mato Grasso onde trabalhou como professor de francês. Hoje ele mora na Igreja do Valongo, em Santos, onde pretende arrumar um emprego com carteira assinada, ”Agradeço o acolhimento e às pessoas da Igreja pela ajuda, mas também quero recomeçar a minha vida. Desejo muito me estabelecer no Brasil e, por isso, quero continuar os estudos também. Mas minha prioridade é trabalhar com dignidade”.
O PARR
O Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados –
PARR é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que teve inicio em 2011
através de diálogos iniciados na 1ª Oficina sobre Trabalho e Emprego para
Refugiados, promovida pelo Ministério do Trabalho e Alto Comissariado das Nações
Unidas. O PARR tenta conscientizar as empresas privadas e a população sobre os
status de refugiados e solicitantes de refúgio, além de buscar
apoio e parcerias com empresas públicas e privadas e com organizações em prol
dos refugiados.
Na Universidade Católica de Santos já existem bolsas de
estudos destinadas à refugiados que tenham conseguido o visto e estejam
legalizados no país. Além da faculdade, o Instituto Educacional Lupe Picasso,
no Campo Grande, em Santos, recebe doações como roupas, produtos de higiene
pessoal, fraldas, leite em pó, materiais escolares (lápis, caneta, borracha,
marca texto, régua e caderno para que possam ensinar português a eles) e
alimentos não perecíveis para serem enviadas aos refugiados em São Paulo.
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