Páginas

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Refugiados no Brasil



 Por: Camila Valéria



São Paulo é o estado que mais abriga refugiados internacionais, seguido do Acre, Rio Grande do Sul e Paraná. O que esses estados têm em comum é a proximidade com a fronteira, o que facilita a entrada no país. O Brasil abriga 7,7 mil pessoas de 81 nações.Para auxiliar na legalização, o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados) adotou, em outubro de 2013, uma Resolução Normativa para desburocratizar a emissão de vistos para cidadãos estrangeiros que fugiram de guerras em seus países e estão  dispostos a solicitar refúgio no país. Isso fez com que o numero de refugiados crescesse e a população ficasse preocupada com a questão da falta de emprego. 
Santos, por ter o maior porto da America Latina, é uma das cidades porta de entrada para essas pessoas. Wazime Guido Guy é francês e têm 35 anos, veio da República Democrática do Congo, onde morava com a mãe. Teve que fugir do país após ser acusado de traição, por ajudar refugiados de um país vizinho que estavam em guerra com o Congo. Veio para o Brasil em 2009, passou pelo Paraná e Mato Grasso onde trabalhou como professor de francês. Hoje ele mora na Igreja do Valongo, em Santos, onde pretende arrumar um emprego com carteira assinada, ”Agradeço o acolhimento e às pessoas da Igreja pela ajuda, mas também quero recomeçar a minha vida. Desejo muito me estabelecer no Brasil e, por isso, quero continuar os estudos também. Mas minha prioridade é trabalhar com dignidade”.



O PARR
O Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados – PARR é um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que teve inicio em 2011 através de diálogos iniciados na 1ª Oficina sobre Trabalho e Emprego para Refugiados, promovida pelo Ministério do Trabalho e Alto Comissariado das Nações Unidas. O PARR tenta conscientizar as empresas privadas e a população sobre os status de refugiados e solicitantes de refúgio, além de buscar apoio e parcerias com empresas públicas e privadas e com organizações em prol dos refugiados.

Na Universidade Católica de Santos já existem bolsas de estudos destinadas à refugiados que tenham conseguido o visto e estejam legalizados no país. Além da faculdade, o Instituto Educacional Lupe Picasso, no Campo Grande, em Santos, recebe doações como roupas, produtos de higiene pessoal, fraldas, leite em pó, materiais escolares (lápis, caneta, borracha, marca texto, régua e caderno para que possam ensinar português a eles) e alimentos não perecíveis para serem enviadas aos refugiados em São Paulo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário