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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pessoas lisas e cacheadas contam as histórias das madeixas

Danielli Feitosa

                                                         

O cabelo representa a identidade e a originalidade de uma pessoa. Está inclusive no DNA, código genético que se carrega desde o dia que o indivíduo é concebido. Mas assumir o cabelo natural e fugir dos padrões de beleza estabelecido pela mídia acaba, gerando muitas vezes, insultos e discriminação.

Mylene da Silva Dias Crisovão, 18 anos, já sofreu preconceito por causa do seu longo cabelo cacheado. “Nunca pensei em alisar. Se eu nasci assim posso muito bem ser feliz do jeito que ele é. Meu cabelo é minha história, minha origem e ele têm o seu valor”.

A estudante de Fisioterapia Daiana Cristina Santana da Silva, 25 anos, deixou de lado os fios cacheados há oito anos. “Hoje meu cabelo está alisado porque é mais prático, as cabelereiras sempre me incentivaram a alisar”.

O verdadeiro cabelo da Silvana Schafaschek, 20 anos, é ondulado, mas fez escova progressiva para mantê-lo liso. “Quando eu era criança sempre tinha o cabelo amarrado e alisei porque queria usá-lo solto sem ter dificuldades”.

A professora Ana Paula Santos do Nascimento já sofreu preconceito na infância, mas se orgulha do cabelo. “As pessoas pensam que podem ditar “o que” e “como” os demais devem ter o cabelo, mas nunca aceitam o que é natural”. O músico carioca Max Ueel, tem o cabelo no estilo Black Power. “Ele representa minha identidade e faz parte de mim”, explica.
No dia 26 de julho, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo, foi realizada a 1ª Marcha do Orgulho Crespo, organizada pela Hot PenteBlog das Cabeludas Casa Amarela.
No Rio de Janeiro, na mesma data aconteceu a Pré-Marcha de Mulheres Negras 2015, também com o objetivo de lutar contra os padrões de beleza, valorização do povo negro do Brasil e contra o racismo". No dia 18 de novembro, os cabeludos voltam as ruas de Brasília com a Marcha Nacional do Orgulho Crespo.

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