Danielli Feitosa
O
cabelo representa a identidade e a originalidade de uma pessoa. Está inclusive
no DNA, código genético que se carrega desde o dia que o indivíduo é concebido.
Mas assumir o cabelo natural e fugir dos padrões de beleza estabelecido pela
mídia acaba, gerando muitas vezes, insultos e discriminação.
Mylene
da Silva Dias Crisovão, 18 anos, já sofreu preconceito por causa do seu longo
cabelo cacheado. “Nunca pensei em alisar. Se eu nasci assim posso muito bem ser
feliz do jeito que ele é. Meu cabelo é minha história, minha origem e ele têm o
seu valor”.
A estudante
de Fisioterapia Daiana Cristina Santana da Silva, 25 anos, deixou de lado os
fios cacheados há oito anos. “Hoje meu cabelo está alisado porque é mais prático,
as cabelereiras sempre me incentivaram a alisar”.
O
verdadeiro cabelo da Silvana Schafaschek, 20 anos, é ondulado, mas fez escova progressiva
para mantê-lo liso. “Quando eu era criança sempre tinha o cabelo amarrado e alisei
porque queria usá-lo solto sem ter dificuldades”.
A professora
Ana Paula Santos do Nascimento já sofreu preconceito na infância, mas se
orgulha do cabelo. “As pessoas pensam que podem ditar “o que” e “como” os
demais devem ter o cabelo, mas nunca aceitam o que é natural”.
O músico
carioca Max Ueel, tem o cabelo no
estilo Black Power. “Ele representa minha identidade e faz parte de mim”,
explica.
No dia 26 de julho, no vão livre do
Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo, foi realizada a 1ª Marcha do Orgulho Crespo, organizada pela Hot Pente, Blog das Cabeludas e Casa Amarela.
No Rio de Janeiro, na mesma data
aconteceu a Pré-Marcha de Mulheres Negras 2015, também com o objetivo de lutar
contra os padrões de beleza, valorização do povo negro do Brasil e contra o
racismo". No dia 18 de novembro, os cabeludos voltam as ruas de Brasília
com a Marcha Nacional do Orgulho Crespo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário